Placa de vídeo (GPU): o coração do PC gamer
A GPU é a principal peça de um PC gamer — geralmente é a mais cara do conjunto. Em muitos casos, um upgrade de placa de vídeo já permite jogar um lançamento que não rodava antes.

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(CC BY 4.0)
Ela é responsável por gerar as imagens na tela, mas antes de estarem prontas para serem exibidas, a GPU tem muitas tarefas a cumprir. O processo começa com a renderização geométrica — desenhar todos os objetos 3D da cena usando milhões de pequenos triângulos —, passa pela aplicação de texturas e iluminação sobre essas formas, e termina com o pós-processamento, que são os efeitos visuais aplicados por cima da imagem já pronta, como desfoque de movimento, profundidade de campo e anti-aliasing (que suaviza as bordas serrilhadas dos objetos).
Assim como o CPU, a GPU faz muitos cálculos em paralelo — só que em uma escala muito maior, já que ela precisa processar milhões de pixels ao mesmo tempo, 60 vezes por segundo ou mais. É por isso que as placas mais modernas usam inteligência artificial para “trapacear de forma inteligente”: em vez de renderizar cada pixel da imagem em resolução máxima, elas renderizam em uma resolução menor e depois usam IA para reconstruir os detalhes que faltam, entregando uma imagem quase idêntica à renderizada na resolução real — só que consumindo bem menos poder de processamento. Essa é a base da tecnologia DLSS, da Nvidia, e do FSR, da AMD.
Um recurso relacionado, mas diferente, é o frame generation (geração de quadros). Enquanto o DLSS reconstrói os detalhes de um quadro já renderizado, o frame generation vai além: ele usa IA para criar quadros inteiramente novos, inseridos entre os quadros que a GPU realmente processou. Ou seja, se a placa está entregando 60 imagens reais por segundo, a tecnologia pode gerar quadros extras “inventados” pela IA entre eles, fazendo o jogo parecer muito mais fluido — em alguns casos, dobrando a taxa de quadros percebida na tela, sem que a GPU precise processar todo esse trabalho extra sozinha.
Além disso, um recurso que exige bastante processamento é o ray tracing, uma técnica que simula o comportamento da luz na vida real para criar reflexos, sombras e iluminação mais realistas em tempo real na tela.
As GPUs têm uma memória própria, chamada de VRAM, usada para carregar elementos gráficos que serão utilizados na geração das imagens na tela. Um exemplo disso são as texturas de um jogo, ou alguns efeitos que precisam guardar muitas informações para serem executados.
Memória RAM: pode ter muito, mas dura pouco
A memória RAM, diferente do que muitos acham, não aumenta o desempenho do PC. Porém, quando você tem menos do que precisa, ela pode causar perda de desempenho — nesses casos, dá a impressão de que a memória deu mais performance ao PC, quando, na verdade, ele apenas deixou de desperdiçar o potencial que já tinha.
Ela serve para armazenar todos os programas e arquivos que estão sendo usados no momento. É uma memória volátil: quando o PC desliga, nada fica salvo nela. Ela é muito mais rápida que um HD ou SSD, por isso, quando falta memória RAM, o desempenho cai, já que os dados precisam ser buscados no armazenamento interno.

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Os principais tipos de memória RAM no mercado atualmente são DDR4 e DDR5. É recomendado sempre comprar memórias aos pares — se quiser 16GB, por exemplo, compre dois módulos de 8GB (kit dual channel) — por causa de uma tecnologia chamada dual channel, que aumenta a velocidade de comunicação com o processador.
Além da capacidade, a velocidade da memória (medida em MHz) também influencia o desempenho — quanto maior, mais rápida a comunicação com o processador, embora o ganho seja mais sutil que o de ter capacidade suficiente.
Muita gente também pensa que a RAM funciona como um “espaço de armazenamento”, igual um SSD ou HD — mas não é bem assim: tudo que está nela é temporário e some assim que o PC é desligado. Ela é mais como uma mesa de trabalho, onde você deixa espalhado o que está usando no momento, enquanto o armazenamento (SSD/HD) é o armário onde tudo fica guardado permanentemente.
Veja as outras partes deste Artigo
Parte 1: Placa-mãe e Processador
Parte 3: Armazenamento, Fonte e Gabinete

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