Todos que gostam de videogame conhecem o console da Sony, que já está na sua 5ª versão e costuma fazer grande sucesso em seus lançamentos. Neste artigo, veremos como a primeira versão do console foi criada e como tudo aconteceu até chegar ao sucesso que ele tem hoje.
A transição de tecnologia e o cancelamento do contrato
No início dos anos 1990, já estavam surgindo consoles que substituíam os cartuchos por jogos gravados em CD, o que oferecia uma capacidade de armazenamento muito maior. Isso permitia a criação de jogos mais longos e com gráficos melhores, aproveitando o crescente poder de processamento da época. Foi nesse período que a Nintendo fez um acordo com a Sony, que ainda não atuava no mercado de games, para desenvolver um acessório de CD-ROM para o SNES (Super Nintendo Entertainment System), o console que conhecemos como Super Nintendo no Brasil. A Sony aceitou o acordo e desenvolveu o aparelho.
Entretanto, durante a Consumer Electronics Show de 1991, um grande evento em que as empresas anunciavam suas novas tecnologias, a Sony apresentou o projeto em parceria com a Nintendo. A Nintendo, no mesmo evento, afirmou que tinha fechado um novo acordo com a Philips, cancelando a parceria com a Sony.

A notícia do cancelamento chocou todos no evento, incluindo o público e a imprensa. No fim das contas, o console com CD da Nintendo não foi lançado. A Nintendo foi a última a abandonar os cartuchos, mídia usada no Nintendo 64, lançado em 1996, e só passou a usar discos ópticos em 2001, com o GameCube, que usava um mini disco proprietário.
A reviravolta
Depois de todo o trabalho com o desenvolvimento, Ken Kutaragi, responsável pelo projeto, abordou o presidente da Sony, Norio Ohga, e o convenceu a aproveitar o que já havia sido feito e seguir em frente para criar o seu próprio console de videogame. Com a frustração causada pela Nintendo, Kutaragi foi autorizado a prosseguir e, em 3 de dezembro de 1994, foi lançada no Japão a primeira versão do PlayStation. Nos Estados Unidos e na Europa, o lançamento aconteceu em 1995.
Nova era dos jogos
O PlayStation não era apenas um console que usava CD: ele tinha muita capacidade de processamento e de renderização, com um processador de 32 bits. Isso permitiu que jogos até então disponíveis apenas para arcades (fliperamas) pudessem ser jogados em casa. Com o hardware voltado para gráficos 3D, o mercado de consoles domésticos mudou muito, pois agora era possível oferecer aos jogadores mundos mais complexos do que os jogos 2D tradicionais apresentavam.

O console fez tanto sucesso que foi sendo aperfeiçoado ao longo dos anos. Em 1997, foi lançado um controle com direcionais analógicos, que melhoravam a experiência de movimentação em mundos 3D. No mesmo ano, chegou uma nova versão do controle que, além dos novos analógicos, introduziu a vibração: a primeira versão do DualShock. Isso fez os próprios jogos evoluírem para aproveitar as novas tecnologias presentes nos controles.
Em 2000, foi lançada uma nova versão do console, mais compacta, com o objetivo de torná-lo mais leve e portátil. Em 2002, chegou uma tela que permitia jogar sem conectar a uma TV. Ainda era necessário ligá-la a uma tomada, mas ela facilitava o uso fora de casa.

A frustração que virou sucesso
Graças a um cancelamento de parceria entre a Sony e a Nintendo, um dos consoles mais populares da história foi criado: foram 102.000.000 (cento e dois milhões) de unidades vendidas entre seu lançamento, em 1994, e 2006. Ken Kutaragi soube aproveitar os limões que a vida dá para fazer limonada.
Será que a Nintendo se arrependeu de ter desistido da parceria e criado um de seus maiores concorrentes? Deixe sua opinião nos comentários.
Fontes Consultadas



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